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Outono acende alerta: Aumento de gripe e alergias respiratórias preocupa pais de crianças.

  • 30 de mar.
  • 2 min de leitura

Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, especialistas reforçam o alerta para o aumento dos casos de gripe e alergias respiratórias em crianças. O período marca o início da maior circulação do vírus influenza no Brasil, com pico esperado entre os meses de abril e junho, segundo dados do Ministério da Saúde.


Em 2026, o cenário exige ainda mais atenção. Houve aumento da circulação do vírus influenza A (H3N2) em diversos países e um início antecipado da temporada, o que reforça a necessidade de prevenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a principal recomendação é antecipar a vacinação contra a gripe, principalmente em crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.


A pediatra e docente do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), Dra. Lívia Franco, destaca que as crianças estão entre os grupos mais expostos. “Nessa faixa etária, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Além disso, o contato frequente em creches e escolas facilita a transmissão. Muitas vezes, são as crianças que levam o vírus para dentro de casa, contaminando outros familiares, como os avós”, explica.


A especialista alerta que a gripe não deve ser subestimada. A doença pode evoluir para quadros graves, como pneumonia e síndrome respiratória aguda. “Quanto menor a criança, maior o risco de complicações. Por isso, a vacinação é fundamental”, reforça.


A campanha nacional de vacinação contra a gripe deve começar no fim de março nas unidades básicas de saúde (UBSs), com distribuição gradual das doses. A expectativa é que o Instituto Butantã forneça cerca de 70 milhões de vacinas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Vale lembrar que a imunização leva, em média, duas semanas para garantir proteção adequada, e deve ser feita todos os anos, já que o vírus sofre mutações constantes.


Apesar das diferenças entre as vacinas disponíveis, especialistas garantem que todas são eficazes. Na rede pública, a vacina é trivalente, protegendo contra três cepas do vírus. Já na rede privada, a versão mais comum é a tetravalente, que inclui uma cepa adicional. “O mais importante é estar vacinado. A vacina é segura e não causa gripe”, esclarece a médica.


Outro ponto de atenção é a confusão entre gripe e resfriado. Enquanto a gripe surge de forma repentina, com febre alta, dores no corpo e prostração, o resfriado costuma ser mais leve e progressivo, com sintomas como coriza e congestão nasal.


Além das infecções virais, o outono também favorece o aumento de alergias respiratórias, como rinite e asma. Ambientes mais fechados, tempo seco e o uso de roupas guardadas contribuem para a proliferação de ácaros e poeira, agravando os sintomas em crianças alérgicas.


Entre os principais cuidados estão a hidratação, repouso, controle da febre com orientação médica e lavagem nasal com soro fisiológico. Os pais devem ficar atentos aos sinais de alerta, como dificuldade para respirar, sonolência excessiva, recusa alimentar e piora do estado geral. Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.


Especialistas reforçam que medidas simples, como manter os ambientes ventilados, higienizar roupas de frio antes do uso e seguir corretamente o tratamento indicado pelo pediatra, fazem toda a diferença.


A orientação é clara: prevenir continua sendo a melhor forma de proteger as crianças durante a estação.

 
 
 

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