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Motorista de alternativo é preso por desacato após ter veículo removido; ele alega perseguição



 

Um desentendimento entre um motorista de transporte alternativo e a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) da Guarda Municipal, na tarde de sexta- feira (15), no bairro Florianópolis, em Jaguariúna, resultou na apreensão da van utilizada pelo condutor, e na sua detenção por desacato.


O motorista, alega ser vítima de perseguição há oito anos, e a Guarda Municipal, justifica a ação com base na falta de autorização para o tipo de transporte realizado.


Em entrevista à nossa reportagem, Marcos Barroso, conhecido como Maquinhos da lotação, proprietário do veículo, expressou sua indignação, afirmando ser um trabalhador injustiçado. “Eu tenho minha empresa, pago meus impostos, levanto às 5h da manhã e trabalho até às 22h, para atender a população, os logistas e as pessoas que trabalham nas empresas. Tenho a documentação do veículo e alvará da Prefeitura. Mesmo assim, eles me perseguem, me multam onde quer que eu esteja, seja parado ou com passageiros. Qualquer coisa é motivo para eles,” declarou.


Araújo, comandante da Guarda Municipal, negou veementemente as acusações de perseguição. Em resposta, ele ressaltou que a apreensão do veículo se deu devido à falta de autorização específica para o tipo de transporte realizado por Marcos.


O comandante afirmou que a van não possuí a devida permissão para realizar o serviço de lotação, configurando-se como uma infração às leis de trânsito.


Marquinhos, por sua vez, apresentou um documento da Prefeitura que confirma sua licença para o transporte de passageiros. No entanto, o documento autoriza apenas o transporte por meio de fretamento, com viagens fechadas exclusivamente. Quando questionado sobre a realização de lotação, o condutor admitiu a prática, argumentando que outros também o fazem sem consequências, ressaltando sentir-se como o único alvo da perseguição.


A Romu alega ter recebido reclamações da empresa Metrópolis, detentora da concessão, de comerciantes e taxistas. As reclamações apontam que Marcos interferia no trânsito e competia de maneira desleal com os taxistas regulamentados.


No entanto, Araújo enfatizou que o condutor não possui autorização para a função que desempenhava.


“A única empresa com concessão na cidade é a Metrópolis. Ele tem apenas uma van com documentos e uma empresa de transportes aberta. Para exercer a função, ele precisa ter autorização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, ( Artesp) e alvará de taxista, algo que ele não possui. O que ele faz é transporte clandestino,” afirmou o comandante.


Além disso, Araújo revelou que o motorista foi detido por desacato, alegando que este ofendeu os guardas e a corporação durante a abordagem.


O agente também destacou danos ao compartilhamento da viatura durante o transporte do motorista para a delegacia. A van foi recolhida para o pátio. O proprietário do veículo foi liberado e disse que vai atrás dos seus direitos.

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