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Desigualdade: Cesta básica só para Bombeiros gera desconforto entre Polícia e Prefeitura



 O Projeto de Lei Executiva 56/2023, que propõe a concessão de cestas básicas exclusivamente aos bombeiros de Jaguariúna, desencadeou uma intensa discussão e desconforto entre a Polícia e a Prefeitura. A proposta, que seria inicialmente votada para inclusão na pauta da sessão da Câmara de Vereadores, desta terça-feira (15), foi suspensa e retirada da pauta para ser analisado novamente, após um pedido de inclusão do benefício do vale-alimentação (cesta básica) aos policiais militares e civis do município.


 

 O debate ganhou destaque sobre justiça e desigualdade entre as diferentes categorias de profissionais que dedicam suas vidas à segurança e ao bem-estar da sociedade.


A suspensão da votação ocorreu após uma petição feita por uma munícipe, e o delegado da cidade solicitar a inclusão dos policiais militares e civil na concessão da cesta básica.


 


O documento solicitava ao Executivo a inclusão dos policiais militares e policiais civis no benefício da cesta básica, argumentando que não era justo haver uma diferenciação tão marcante entre as forças de segurança que servem à comunidade.


 


Desigualdade Entre Forças de Segurança


Atualmente, os 15 bombeiros lotados no município já recebem um auxílio mensal de R$ 800 da prefeitura. Com a aprovação do projeto, eles passariam a receber também a cesta básica, enquanto os policiais militares que fazem parte da mesma instituição e os policiais civis ficariam de fora.


 “Não somos contra o benefício da cesta básica aos bombeiros, pelo contrário, o que não é justo é a diferença entre as instituições de segurança, em que a Prefeitura, está fazendo com os profissionais que doam suas vidas em prol da sociedade, ou seja, os Policiais Militares e Policiais Civis. O mínimo que o Executivo deveria fazer é equiparar esta situação de desigualdade”, manifestou a munícipe em sua representação.


 


 A indignação sobre a discrepância no tratamento entre as instituições de segurança pública também foi destacada pelo Delegado de Polícia Civil, Erivan Vera Cruz, que também reivindicou a inclusão dos policiais civis no benefício.


 

A petição da munícipe e a solicitação do delegado enfatizam a necessidade de igualdade de tratamento entre as forças de segurança.


 

 Além da inclusão das polícias no projeto de lei, também está sendo reivindicado a retomada do pró-labore aos policiais militares, interrompida no início do segundo mandato do prefeito.


 


Pró-labore e Redução da Criminalidade:


Além da questão da cesta básica, também está em debate a reintrodução do pró-labore para os policiais militares. Esse incentivo financeiro, que busca valorizar o trabalho dos profissionais e incentivá-los a fixar residência na cidade, foi cortado no início do segundo mandato do prefeito. A medida não apenas fortaleceu a presença policial, mas também contribuiu para a redução da criminalidade, sendo respaldada por resultados positivos em outras cidades do estado de São Paulo.


 


Controvérsia sobre o Convênio e Justificativa do Município:


A Prefeitura argumenta que o corte do convênio onde concede o pró-labore foi uma decisão tomada após contestações por parte do Tribunal de Contas do Estado. Contudo, é importante ressaltar que o convênio é respaldado legalmente na lei, é adotado por diversos municípios em São Paulo, inclusive há anos por várias cidades, como Paulínia e outras localidades.


 

Em nota, a Prefeitura de Jaguariúna informou que o assunto está sob análise dos setores jurídico e financeiro, "para avaliação quanto à viabilidade de inclusão da ajuda de custo aos policiais".


Reportagem: Susi Baião




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