Greve dos caminhoneiros entra no quinto dia; bloqueios continuam


Pelo quinto dia consecutivo, caminhoneiros fecham trechos de rodovias em Mato Grosso como protesto contra o reajuste de combustível anunciado pela Petrobras. Vinte e sete pontos de protesto são registrados na manhã desta sexta-feira em rodovias federais e estaduais do estado, sendo dois deles em Tangará da Serra, um no Trevo da Melancia (MT-358) e outro na MT-480, próximo a Linha 12.

São eles: BR-070, km 504, em Cuiabá, BR-364, km 398, em Cuiabá, BR-364, km 200, em Rondonópolis, BR-163, km 119, em Rondonópolis, Br-364. Km 613, em Diamantino, BR-163, km 593, em Nova Mutum, BR-070, km 276, em Primavera do Leste, BR-070, km 282, em Primavera do Leste, BR-070, km 376, em Campo Verde, BR-070, km 383, em Campo Verde, BR-163, km 691, em Lucas do Rio Verde, BR-163, km 821, em Sinop, BR-163, km 746, em Sorriso, BR-163, km 1065, em Guarantã do Norte, BR-174, km 288, em Pontes e Lacerda, BR-364, km 1191, em Campos de Júlio, BR-364, km 1120, em Sapezal, BR-174, km 488, em Comodoro, BR-070, km 005, em Barra do Garças, BR-070, km 008, em Barra do Garças, BR-158, km 564, em Água Boa, BR-364, km 878, em Campo Novo do Parecis, BR 158, km 130, em Confresa, BR- 070, km 686, em Lucas do Rio Verde, BR-364, km 269, Jaciara, BR-163, km 750, em Sorriso, MT-358, em Tangará da Serra, MT-480, em Tangará da Serra

De acordo com a Rota do Oeste, em todos os pontos está liberada a passagem de veículos de passeio, ambulâncias e veículos de carga viva e perecíveis.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Mato Grosso (Sindmat) disse que a paralisação foi convocada pela (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) contra a política de reajuste de combustível da Petrobras, que, segundo a entidade, "é abusiva e prejudica toda a sociedade".

Combustíveis
Vários municípios de Mato Grosso enfrentam escassez de combustível devido ao protesto dos caminhoneiros. O risco de faltar produto nos próximos dias preocupa o Sindipetróleo-MT, que representa os comerciantes de combustíveis, pois a maioria dos postos tem depósito com capacidade para atender a demanda entre 5 a 7 dias. Vários postos de Cuiabá e Várzea Grande registraram enormes filas de veículos na tarde de quinta-feira (24)

Transporte coletivo
As empresas de ônibus que atendem o transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande reduziram a frota desde as 14 horas desta quinta-feira (24). A decisão foi tomada durante reunião entre os empresários do setor e o secretário Antenor Figueiredo, no final da manhã. A previsão das empresas é que o estoque de diesel dure até o meio dia desta sexta-feira. Existe a possibilidade de o serviço ser paralisado totalmente, caso a situação não seja normalizada.

Escoamento
O escoamento das produções de agricultores está sendo afetado pela paralisação dos caminhoneiros nas rodovias em Mato Grosso. Em função dos bloqueios, as mercadorias não são entregues e acumulam em câmaras frias e armazéns.

Transporte escolar e coleta de lixo
Em Sinop, a coleta de lixo foi prejudicada em alguns bairros. A prefeitura informou que, por causa dos bloqueios dos caminhoneiros, os caminhões da empresa que faz o transporte do lixo coletado para o aterro no Distrito de Primaverinha ficam impedidos de trafegar pela rodovia.

O transporte escolar nos municípios de Primavera do Leste e Tangará da Serra também foi afetado.

Alimentos
A paralisação dos caminhoneiros também preocupa o setor de supermercados, que teme uma possível escassez de produtos se a greve continuar pelos próximos dias.

Em nota, a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat) informou que está acompanhando o protesto nacional de caminhoneiros contra o aumento do preço do diesel. Mesmo com o esforço do setor supermercadista para garantir o abastecimento da população, a entidade já identificou alguns itens que podem sofrer desabastecimento, como carnes e verduras.

“O setor está torcendo para que grevistas e Governo Federal cheguem a um acordo o mais rápido possível, evitando assim que a população sofra com a falta de produtos de necessidade básica e que ocorra aumento de preços ao consumidor final”.


Tangará em Foco




















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