Audiência Publica para apresentação das PCHs do Formoso foi cancelada após protestos de acadêmicos da Unemat e comunidade Indígena.

Aproximadamente 300 pessoas, entre acadêmicos da Unemat e índios Parecís,   compareceram ao auditório da OAB, onde seria realizada a Audiência Publica, para apresentação do projeto das PCHs do Formoso.
A audiência chegou a ter inicio, mas acabou sendo cancelada após um protesto, feito por um grupo de acadêmicos da Unemat e índios Parecís.
De acordo com os manifestantes a construção das PCHs estaria sendo feita de forma irregular, eles cobraram o relatório de impacto ambiental que não teria sido apresentado.
Antes de cancelar o evento, os representantes da usina formularam uma ata, que acabou sendo passada a todos os presentes

O líder indígena Nedino Mazokae, disse que não é contra o empreendimento, mas sim a maneira em que  o projeto vem sendo executado.
Nedino Mazokae disse que  em nenhum momento a comunidade Parecís foi convidada para discutir o assunto.
Segundo a Bióloga Ingride leite, o parecer é completamente irregular, a começar pela ata, onde não foi  citado a manifestação da liderança indígena e da própria Bióloga.
Ainda de acordo com a manifestante, o ministério publico estadual chegou a recomendar a não realização da audiência, devido as terras onde seria implantada as usinas, não ser submetida a um estudo correto do EIA  RIMA, relatório  de impacto ambiental, e a própria Universidade teria apontado falhas nesse estudo.
Conforme Ingride, não ouve nenhum comunicado sobre a apresentação do  documento.
Um plano de bacias rege sobre o funcionamento de zonas umidas, as zonas umidas  não podem receber um impacto tão grande, de uma empresa que quer  simplesmente   controlar o curso do rio que inunda o Pantanal, que corre  grande risco se mais um PCH sair sem o estudo e conhecimento  devido, já que o Pantanal depende da água que desce da planície, finalizou Ingride leite.

A promotora de justiça Claire Vogel Dutra  também esteve presente ao evento, a representante do ministério publico disse que agora, o MP vai aguardar uma nova data, mas acredita que enquanto não forem sanadas as irregularidades dificilmente a população vai permitir que a audiência aconteça.


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