Policial Militar que atropelou Clodoaldo desafia a física e o responsabiliza pela própria morte










































Praticamente todo acidente de trânsito tem em sua gênese imperícia, imprudência ou negligência – elementos constitutivos da culpa à luz do Código Civil. Quando gera óbito, recebe, no direito penal, a tipificação de homicídio culposo, porque ausente o dolo, ou seja, o animus de praticar o ilícito.Quando acontece um sinistro, a Polícia Judiciária Civil instaura inquérito para investigar as causas e identificar o responsável direto ou concorrente. Para tanto, precisa do auxílio dos profissionais da Politec. O perito realiza uma investigação técnica, que identifica a causa e a dinâmica da ocorrência. O objetivo da perícia é a produção de provas, visando esclarecer e oferecer informações materiais às partes e ao juízo.
Sem a pretensão de excursionar pela área técnica, até porque carente de qualificação para tanto, lanço aqui algumas evidencias que colidem com a declaração do sargento condutor da viatura oficial da Polícia Militar que atropelou e deu causa à morte do caminhoneiro Clodoaldo Souza de Andrade, 45, na manhã desta terça-feira, no Trevo da Melancia, em Tangará da Serra.
O Investigador Rômulo, da Polícia Judiciária Civil, assim reproduziu, à reportagem da Rádio Pioneira, a declaração do sargento motorista da viatura:
Familiares da vítima e testemunhas oculares, ouvidas por este blog, refutam essa versão. Na verdade, nem matagal existe no sitio do acidente, apenas vegetação rasteira.
Clodoaldo saiu a pé da empresa em que trabalhava como caminhoneiro há sete anos e seguiu em direção a uma oficina mecânica, distante aproximadamente 600 metros, para retirar seu caminhão do conserto. Caminhava às margens da rodovia, quando foi colhido pelas costas pela viatura da PM, que o arremessou aproximadamente 30 metros de distância do ponto de impacto. “Antes do acidente, a viatura chocou-se contra uma placa de sinalização”, revela uma testemunha.
As marcas de frenagem e a distância entre o sitio do sinistro e o ponto de repouso da viatura evidenciam que a velocidade desenvolvida era incompatível com a pista. O cálculo de energia cinética, além da dinâmica do acidente, a ser inseridos no laudo pericial da Politec deve comprovar essa hipótese.
Clodoaldo Souza, filho do pioneiro Adão Andrades ou Adão Ceará, da rua 32, não bebia, não fumava, não tinha vícios. Era apaixonado pela boleia de seu caminhão e por sua família. Deixa esposa, filho, três irmãs, um irmão e uma legião de amigos.
O corpo de Clodoaldo está sendo velado no salão da Igreja Católica do bairro Santa Lúcia, onde seus familiares recebem a solidariedade cristã dos amigos e parentes.

A bronca Popular









































































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